quarta-feira, 31 de março de 2010

Simpósio “(Con)viver com a Morte” – HUC

A todos os interessados deixamos para download a apresentação feita no simpósio "(Con)viver com a morte", no passado dia 18 de Março de 2010 nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

A família, o funeral e o luto

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Apresentações do Colóquio da Apelo - 2009

Com a permissão dos oradores, as comunicações apresentadas no IV Colóquio do Centro da APELO de Coimbra já estão disponíveis online!

Para aceder às mesmas, basta clicar nos links que se seguem:


Arte terapia

Intervenção Psicofarmacológica

Mindfullness

Perturbações de sono

Programação Neuro Linguística


Agradecemos a vossa compreensão pela demora, bem como o respeito pelos autores destes textos.

Com o desejo de óptimas leituras,

O CAPELO de Coimbra

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

IV Colóquio Capelo - 30 e 31 Outubro 09 Coimbra





Qualquer dúvida ou questão que queira colocar, poderá entrar em contacto para:

coimbra@apelo.pt

Ou para os seguintes números de tlm:

963705683; 963378974; 917118646

Tabela de preços - IV Colóquio do Capelo Coimbra



Qualquer dúvida ou questão que queira colocar, poderá entrar em contacto para:

coimbra@apelo.pt

Ou para os seguintes números de tlm:

963705683; 963378974; 917118646

terça-feira, 1 de setembro de 2009

No jardim do Rei não há lugar para os porquês…(II)

(Temos um final, será certo?)
Nem acredito nele, nem em mim, nem na vida, nem em ninguém que viva. Curioso. Acredito nos meus mortos, nos que não estão, nos que não vejo. Acredito e credito-vos, assim. Com o coração, com a memória, com as histórias, com os tormentos, com as imagens, os sentidos plenos (e recriados a esforço) que me preenchem a amnésia afectiva.
Aquilo a que muitos estudiosos chamam de Sentimento de Imortalidade Simbólica: sentimento de permanecermos na lembrança de amigos e familiares, mesmo após a nossa morte… Apenas a capacidade de renegar a própria morte dá ao homem a possibilidade de sobreviver mentalmente. O Homem saberá ser mortal? Não se quer sobreviver a ninguém e tem-se medo de morrer.
Por isso, talvez, não se encontrem respostas no jardim dos porquês. Por isso, talvez, nem adianta nada inventar porquês, lembrá-los, chamá-los… só faz barulho, só enlouquece, só angustia, só aterroriza. Enrola a voz num novelo de dor e cala o coração… tenho tanto medo que o cale, para sempre. Tenho tanto medo de já nem saber amar, deixar-me amar, de não saber partilhar, de não saber conversar sequer… Medo, medo de novo. Hoje e sempre. É o que a tantos, em tantos fios do tempo, consome.
No jardim do Rei não há lugares para porquês… Porquê? Porque sim, porque não. Porque não cabem, porque não fazem sentido, porque seria inquirir a suposta ausência e nulidade. E isso não é assim: o vazio corrói o exterior, além dos limites do meu corpo, por vezes até me chega à alma, ao sangue…ao coração, parece que cria uma cova corrosiva, como se um meteoro tivesse caído…explodido, destruído tudo. E fica o buraco, a cratera, o nada, o cheiro a morte. Mas não… às vezes percebo que não. Porque, às vezes, percebo que até as estátuas têm um sentido. E, assim, as crateras existem porque têm de existir a dada altura da nossa vida; existem porque as montanhas não nascem feitas e erguidas no ar desde o tempo 0; existem porque não há nenhuma árvore que tenha surgido já imponente e forte; existem porque as sementes mais poderosas guardam-se, em nós, alimentam-se e aquecem-se o suficiente para germinarem bem, sem pressas, sem estufas artificiais, sem químicos que rasgam o sentido natural da desovação…
No jardim do Rei não há lugares para porquês…porque até as estátuas têm um motivo para lá estar: enfeitam, fazem sombra, olham-te, esperam-te sem pressas, caladas e pacientes. As estátuas estão lá, sem medo de estar, sem revolta por serem apenas isso… estátuas. Observam-nos os passos e a urgência de andar. E ficam assim… a pensar “como são tolos estes humanos, afinal para onde correm? Onde querem chegar? Sofrem porque tudo tem um fim, mas apressam-se sempre para chegar ao fim de tudo”.
As estátuas lá estão… sábias e calmas, como que envoltas num manto de tranquilidade (surda), imbuídas no mar e na cor das flores do jardim. Até as estátuas têm de lá estar, enfeitam, esperam, fazem parte. Pertencem.
Pertencem.
Pertencer a algo ou alguém é o que todos queremos.
Elas conseguem-no, no limite do seu silêncio e aparente despropósito.
Por vezes, como nestas vezes, temos de aprender a ser estátuas… observar e absorver o real. Por mais amargo que nos pareça. Nos momentos de maior dor temos de estátuas. Temos de aceitar que nem todos os dias a vida é feita de papéis activos, buscas, descobertas entusiastas. Temos de aceitar que a morte chega-nos e pede-nos isso: sê estátua. Resiste aos porquês.
Possivelmente, perante tudo, esse é um dos maiores desafios da morte, na vida de quem fica: resistir às dúvidas rancorosas e cavernosas, que apenas consomem, retiram forças, vontades, constroem um manto de avolição e aflição…

terça-feira, 14 de julho de 2009

Morada da Apelo Coimbra


No jardim do Rei não há lugar para os porquês…

Quem é especial, fica-nos para sempre. Guardado no coração, a mais do que a sete chaves. Por vezes, a cadeados, com medo que nos roubem quem nos alimenta a alma.

Gosto cada vez mais das tragédias Gregas. Não por me sentir dentro de uma. Claro que o sinto, ainda assim.
Sinto.
Claro, ainda assim.
Mas gosto cada vez mais das tragédias gregas por isto. Mais por isto. Não só por isto: encarnam a ironia da vida, da própria desgraça, da dita tragédia. Criaram na história “O riso de Deus”[1]. A Ironia desgraçada que nos faz roer as unhas, enquanto deixamos que as nossas dores deixem roer o que nos vai por dentro, os sonhos são comidos, a esperança limita-se a um minuto, ao minuto do inspirar-expirar. E mais não se pede. Porque não se tem coragem.
Aliás, há mesmo dias em que não se tem coragem para mais.
Mas gosto cada vez mais das tragédias gregas por isto: na visão do teatro grego não é o Homem que escolhe o seu destino, é o destino que escolha o Homem. Não que se acredite nisso… A graça vem do significado da tragédia, por mais paradoxal que nos pareça, provém não dos pontos fracos do protagonista (ou seja, dos fantoches, que às vezes sentimos ser) mas sim dos seus méritos. Das virtudes.
Ou seja, quando um dia passarem a viver com os vossos mortos dentro de vós, com as saudades infinitamente penetrantes desde o cérebro ao ponto de terem um esgotamento nervoso de tanto lembrarem, tentarem, quererem, pedirem…pensarem. Quando esse dia chegar acreditem (porque é uma teoria com um cariz muito acessível): a tragédia bateu-vos à porta pelas vossas virtudes! Lamento! Ai… até me apetece rir, ao ponto de me agarrar à barriga. Fossem podres na humanidade, fossem egoístas, ditos maus, ditos feios, ditos cruéis, ditos malévolos. Fossem-no. Assim não viveriam com os mortos dentro de vós. Agora, já está.
Agora já está: tem virtudes e, como na tragédia grega, o destino veio escolher-vos. Escolher-me. E carregar-me para dentro dele, como se enchem os sacos de serapilheira, de batatas acabadas de levantar da terra profunda e húmida.
Voltando, então, à dita teoria: as pessoas serão (porque talvez não sejam mesmo), então e segundo Aristóteles, empurradas para a tragédia não pelos seus defeitos, mas pelas suas virtudes. Édipo Rei, de Sófocles, é um exemplo disto mesmo: Édipo é atraído para a tragédia não por uma questão de indolência ou estupidez, mas devido à sua coragem e honestidade.
Que horror. Como isto dói, mesmo pensando que é uma história, um mito…
Dói, porque os mitos são como as bruxas… como algumas mães dizem “não acredito em bruxas…mas que as há, há”...
Sente-se medo, de novo.
Estou metida numa redoma, como aquele onde o Monstro da Bela e o Monstro guardava a sua rosa, para não morrer antes de a amar.


Quem é especial, fica-nos para sempre. Guardado no coração, a mais do que sete chaves. Por vezes, a cadeados, com medo que nos roubem quem nos alimenta a alma. Outras, guardam-se com penas leves ou com ramos de flores, sem medos que nos abalroem e tirem e roubem e afastem e assaltem e exturcam e depenem e façam sangue… de novo. O que, afinal, não pode ser ainda mais roubado nem abalroado, nem despedaçado. Já não pode ser mais, pensava eu. Penso ainda. Na esperança de que daqui para a frente (existirá frente?) nada abale, ao menos, a falsa tranquilidade, disfarçadamente conseguida.
Por isso, talvez, não haja neste jardim lugar para porquês. Não sou rainha, nem princesa, nem tenho príncipe, nem um final feliz antecipado.
[1] António Alçada Batista

terça-feira, 28 de abril de 2009

Novidades do CAPELO

•Realização do dia Aberto - 23 de Junho das 14h00 às 20h00
•Protocolo com o Lar de S. Martinho - Dinâmicas de grupo
•Realização de workshops
•Preparação e organização do novo Colóquio (Novembro de 2009)
Esteja atento!
Para mais informação não hesite em contactar para coimbra@apelo.pt

Valores eternos


"Todos sabemos, quando reflectimos sem medo, que efémero é tudo aquilo que chamamos de nosso e acreditamos que nos pertence. A minha casa, o meu carro, a minha mulher, o meu marido, os meus filhos, o meu trabalho, etc, etc, são afirmações que, ao serem pensadas e pronunciadas, criam eixos de referência, o modo de nos enquadrarmos no mundo. Mas, no entanto, não ignoramos que os ventos da vida podem arrastar toda a posse, deixando-nos nus, cara a cara com o que somos e não com o que temos. Os filósofosde qualquer época ensinaram que as verdadeiras possessões são as da alma(...).

Se o tempo é como um rio cujas águas levam e arrastam o que tantas vezes desejaríamos conservar a qualquer preço, também é certo que se detém impotente perante estes valores eternos que pertencem à alma pura, perante estes tesouros que vivem, dormem e esperam no recinto mais interno do coração(...). Estes tesouros são as vivências do amor, beleza e bondade, são as experiências que o grande alquimista que é o tempo destilou do elixir da sabedoria, é a dor convertida em consciência. Estes tesouros, que só pertencem à alma, são os valores eternos, aqueles que levantam os anseios do homem por cima das correntes tumultuosas do tempo e do mundo. "


Valores Eternos

quarta-feira, 22 de abril de 2009

COMO ESQUECER de Miguel Esteves Cardoso

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa, como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já não está lá?
As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tente esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas!
É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou de coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso primeiro aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados, se tivessem apenas o peso que têm em si: isto é, se os livrássemos da carga que lhe damos, aceitando que não tem solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença do que se padeceu. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembrança, na esperança de ele se cansar.
Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas de quem amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. A minha mãe. O meu amor. E a felicidade faz-nos sentir pena e culpa de não a podermos partilhar. É por estarmos de uma forma ou de outra sozinhos que a saudade é maior.
Mas o mais difícil de aceitar é que há lembranças e amores que necessitam do afastamento para poderem continuar. Afonso Lopes Vieira dizia que Portugal estava mal, que era preciso exilar-se para poder continuar a amar a Pátria dele. Deixar de vê-la para ter vontade de a ver. Ás vezes a presença do objecto amado provoca a interrupção do amor. E a complicação, o curto-circuito, o entaralamento, a contradição que está ali presente, ali, na cara do coração, impedindo-o de continuar.
As pessoas nunca deveriam morrer, nem deixarem de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam e separam-se e esquecem-se. Custa aceitar que os mais velhos, que nos deram vida, tenham de dar a vida para poderem continuar vivos dentro de nós. Mas é preciso aceitar. É preciso aceitar. É preciso sofrer, dar urros, murros na mesa, não perceber. E aceitar. Se as pessoas amadas fossem imortais perderíamos o coração. Perderíamos a religiosidade, a paciência, a humanidade até.
Há uma presença interior, uma continuação em nós de quem desapareceu, que se ressente do confronto com a presença exterior. É por isso que nunca se deve voltar a um sítio onde se tenha sido feliz. Todas as cidades se tornam realmente feias, fisicamente piores, à medida que se enraízam e alindam na memória que guardamos delas no coração. Regressar é fazer mal ao que se guardou.

Uma saudade cuida-se. Nos casos mais tristes separa-se da pessoa que a causou. Continuar com ela, ou apenas vê-la pode desfazer e destruir a beleza do sentimento, as pessoas que se amam mas não se dão bem, só conseguem amar-se bem quando não se dão. Mas como esquecer? Como deixar acabar aquela dor? É preciso paciência. É preciso sofrer. É preciso aguentar.
Há grandeza no sofrimento. Sofrer é respeitar o tamanho que teve um amor. No meio do remoinho de erros que nos revolve as entranhas de raiva, do ressentimento, do rancor _ temos de encontrar a raiz daquela paixão, a razão original daquele amor.
As pessoas morrem, magoam-se, separam-se, fazem os maiores disparates com a maior das facilidades. Para esquecê-las é preciso chorá-las primeiro. Esta é uma verdade tão antiga que espanta reparar em como ainda temos esperanças de contorná-la. Nos uivos das mulheres nas praias da Nazaré não há “histeria” nem “ignorância” nem “fingimento”. Há a verdade que nós, os modernos, os tranquilizados, os cools, os cobardes, os armados em livres e independentes, os tanto-me-fazes, os anestesiados, temos medo de enfrentar.
Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas das Caraíbas, livros de poesia- só há lembrança, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar fôlego. Esta dor tem de ser aguentada e bem sofrida com paciência e fortaleza. Ir a correr para debaixo das saias de quem for é uma reacção natural, mas não serve de nada e faz pouco de nós próprios. A mágoa é um estado natural. Tem o seu tempo e o seu estilo. Tem até uma estranha beleza. Nós somos feitos para aguentar com ela.
Podemos arranjar as maneiras que quisermos de odiar quem amamos, de nos vingarmos delas, de nos pormos a milhas, de lhe pormos os cornos, de lhe compormos redondilhas, mas tudo isso não tem mal. Nem faz bem nenhum. Tudo isso conta como lembrança, tudo isso conta como uma saudade contrariada, enraivecida, embaraçada por Ter sido apanhada na via pública, como um bicho preto e feio, um parasita de coração, uma peste inexterminável barata esperneante: uma saudade de pernas para o ar.
O que é preciso é igualar a intensidade do amor a quem se ama e a quem se perdeu. Para esquecer é preciso dar algo em troca. Os grandes esquecimentos saem sempre caros. É preciso dar algo em troca. Os grandes esquecimentos saem sempre caros. É preciso dar tempo, dar dor, dar com a cabeça na parede, dar sangue, dar um pedacinho de carne (eu quero do lombo, mesmo por cima da tua anca de menina, se faz favor).
E mesmo assim, mesmo magoado, mesmo sofrendo, mesmo conseguindo guardar na alma o que os braços já não conseguem agarrar, mesmo esperando, mesmo aguentando como um homem, mesmo passando os dias vestida de preto, aos soluços, dobrada sobre a areia de Nazaré, mesmo com muita paciência e muita má vontade, mesmo assim é possível que não se consiga esquecer nem um bocadinho.
Quanto mais fácil amar e lembrar alguém – uma mãe, um filho, um grande amor – mais fácil deixar de ama-lo e esquece-lo.
Raio de sorte, ó lindeza, miséria suprema do amor. Pode esquecer-se quem nos vem à lembrança, aqueles de quem nos lembramos de vez em quando, com dor ou alegria, tanto faz, com tempo e paciência, aqueles que amamos com paciência, aqueles que amamos sinceramente, que partiram, que nos deixaram, vazios de mãos e cheios de saudades, esses doem-se e depois esquecem-se mais ou menos bem.
E quando alguém está sempre presente?
Quando é tarde. Quando já não se aguenta mais. Quando já é tarde para voltar atrás, percebe-se que há esquecimentos tão caros que nunca se podem pagar.
Como é que se pode esquecer o que só se consegue lembrar?
Aí está o sofrimento maior de todos. O luto verdadeiro.
Aí está a maior das felicidades.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Nova formação

Olá amigos!
A CAPELO de Coimbra está a organizar mais uma formação, que será realizada em Janeiro no IPO em Coimbra.
Apesar de ser fechada à equipa, todos os estudantes, profissionais e instituições interessadas em receber formação direccionada e especializada e adaptada às suas necessidades podem entrar em contacto connosco pelo mail coimbra@apelo.pt ou pelo num tlm 91 711 86 46.
Em breve divulgaremos o material e daremos o feedback desta formação.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Bibliografia de referência sobre o Luto


Para consultar bibliografia relativa à temática do luto, aceda a:
http://www.box.net/shared/1rel0b92yr

Voluntariado, Imortalidade Simbólica e Ansiedade Perante a Morte no Idoso.


Segue um texto bastante interessante acerca da temática do luto na terceira idade.
Para lê-lo, aceda a: http://www.box.net/shared/qdd5trneik

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Não percam!

No próximo dia 17 de dezembro, na RTP 1, será passada uma reportagem sobre o trabalho de jovens voluntárias portuguesas que participaram na ajuda do processo de luto no Sri Lanka - na sequência de missões que psicólogas do CeFiPsi lá desenvolveram.
Se tiverem oportunidade, não deixem de ver!

Obrigada a todos!

A CAPELO de Coimbra, vem por este meio agradecer a todos os compareceram e participaram no III Congresso. Esperamos que tenham gostado!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ficha de inscrição


Caros amigos,
Para quem está interessado em atender ao nosso Congresso, fica aqui publicada a nossa ficha de inscrição!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Adiamento do Colóquio


Caros amigos,
Por questões relacionadas com a calendarização e com os objectivos do congresso, o mesmo foi adiado para os dias 14 e 15 de Novembro de 2008.

Qualquer dúvida ou questão que queiram colocar, podem contactar-nos em:
coimbra@apelo.pt

Desejamos que esta mudança tenha alterado, o menos possivel, os vossos compromissos e esperamos contar convosco no congresso.
Obrigada.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008






Olá a todos!
Como prometido, aqui fica a ficha de inscrição para o III Congresso do CAPELO de Coimbra: "LUTO NA VIDA, LUTO PELA VIDA"

Qualquer dúvida ou questão que queiram colocar, basta entrar em contacto telefónico ou por email,para:

coimbra@apelo.pt

917118646 ou 917133116

Muito obrigado pela atenção e disponibilidade,
Atenciosamente, CAPELO COIMBRA

sábado, 23 de agosto de 2008

III Congresso do Capelo Coimbra - "Luto na vida, Luto pela vida"


No próximo mês de Setembro, mais concretamente nos dias 19 e 20 (sexta e sábado), irá realizar-se no Auditório do Instituto Português da Juventude em Coimbra o III Congresso intitulado "Luto na Vida, Luto pela Vida".



Com o seguinte programa:

19 de Setembro de 2008
9h30 – Abertura do Secretariado.
10h00 - Sessão de Abertura:

Breve apresentação da APELO e da CAPELO de Coimbra.
Orador: José Eduardo Rebelo (Presidente da Direcção da APELO)
Oradora: Ana Isabel Cruz (Vice-Presidente da Direcção da APELO)
Moderadora: Ana Filipa Rocha (Coordenadora do CAPELO de
Coimbra)

10h30 - Dinâmica de Grupo: Vivências e perdas ao longo da vida…

10h50 – Coffee Break

11h00 - Primeira Mesa: Luto na Infância
Luto e perdas normativas na Infância

Oradora: Teresa Machado (Psicóloga; docente da FPCE/UC)
Sem pais… A criança enlutada
Orador: Catarina Morgado (Psicóloga; Psikontacto)
A criança com doença terminal – Lutos e perdas (concepção de
morte)
Oradora: Carol Gouveia e Melo (Psicóloga; Pós-Graduada pelo
ISPA; AMARA)
Moderadora: Joana Lóio (Psicóloga – APPACDM de Coimbra;
CAPELO de Coimbra)
12h15 - Segunda Mesa: Luto na Adolescência
Luto e perdas normativas na Adolescência (fase de transição, crise
ou mudança?)
Oradora:Isabel Matos (Terapeuta Familiar - Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro)
O Suicídio na Adolescência…
Oradora: Marta Roque (Doutorada em Psicologia)
Moderadora: Ana Isabel Cruz (Psicóloga, Vice-Presidente da
APELO, Directora Técnica da APPACDM de Coimbra)

13h10 – Intervalo para Almoço

14h30 - Terceira Mesa: Luto na Idade Adulta
Luto e perdas normativas na Idade Adulta

Oradora: Paula Castilho (a aguardar confirmação)
Luto por perda perinatal: Quando um bebé morre...
Oradora: Cristina Canavarro (Psicóloga; FPCE; Unidade de Intervenção
Psicológica da Maternidade Doutor Daniel de Matos)
Moderadora: Teresa Machado (Psicóloga; docente da FPCE/UC)

15h30 - Quarta Mesa: Luto na Terceira Idade
Luto e perdas normativas na Terceira Idade
Oradora: António Simões (a aguardar confirmação)
A perda de um filho na Terceira Idade
Oradora: Margarida Pedroso Lima (Psicóloga; docente da FPCE/UC)
Moderadora: Paula Castilho(a aguardar confirmação)

16h25 – Coffee Break
16h30 - Feira do Livro (com a presença de alguns autores)



Dia 20 de Setembro de 2008
10h00 - Intervenção Psicológica no Processo de Luto: Situações
de crise e catástrofe
Terrorismo: Efeitos psicológicos
Oradora: Paula Santos (Doutorada em Psicologia)
O Tsunami de 2005 – a realidade do Sri-Lanka
Oradora: Ana Filipa Rocha (Psicóloga – APPACDM de Coimbra; CAPELO
de Coimbra)
Os atentados no metro de Londres
Orador: Paulo Pimentel (Project Director do 7 July Assistance, Reino
Unido)
Respostas Positivas ao Stress em Profissionais de Emergência
Oradora: Rui Pedro Ângelo (Doutorado em Psicologia)
Moderador: José Eduardo Rebelo (Presidente da Direcção da APELO)


12h00 – Intervalo para Almoço
14h00 – Workshop: Musicoterapia
(Jorge Felício) (Instituto Piaget de Viseu;
Doutorado em Ciências da Educação e especializado em
Terapias Expressivas - Musicoterapia)

Inscrição:
Congresso: Estudante-10 euros; Sócio da Apelo-10 euros; Não Estudante-15 euros
Workshop: Estudante-20 euros; Sócio da Apelo-2o euros; Não Estudante-20 euros
Congresso+Workshop: Estudante- 30 euros; Sócio da Apelo- 30 euros; Não Estudante- 35 euros

- A Inscrição só será considerada válida após recepção
do pagamento.

- Os Estudantes deverão entregar documento comprovativo
desse estatuto.

- Enviar a Inscrição por correio (ao cuidado da Dr.ª Joana
Lóio) ou por e-mail.

Rapidamente será colocado aqui a ficha de inscrição.

Atenciosamente, Capelo Coimbra.

domingo, 17 de agosto de 2008

Se está interessado em fazer-se sócio da APELO, não hesite, basta que preencha esta proposta de associado que aparece no link abaixo, na qual estará a explicação detalhada relativa às categorias de associados existentes e seus respectivos montantes, assim como, os modos de efectuar o seu pagamento, podendo desta forma demonstrar solidariedade com pessoas que sofreram perdas emocionais profundas e simultaneamente usufruir dos beneficios de associado desta associação.
Desde já muito obrigado pela atenção e disponibilidade,
Capelo de Coimbra.